#ColunaDiquinta – Pirâmides financeiras são investimentos?

Você já deve ter se deparado com “investimentos” que prometem lucros absurdos, como 3% ao mês, 5% ao mês, 10% ao mês. Isso tudo “garantido”. Vocês vão me ver usando muito as aspas nesse artigo.

Normalmente, essas “oportunidades”, na verdade, são uma pirâmide financeira. A pirâmide financeira foi criada, ou popularizada por Charles Ponzi. Ponzi era um imigrante italiano nos EUA, que descobriu que dava para comprar selos postais na Europa e vender mais caro nos EUA, essa diferença de preço é o que chamamos de arbitragem. Logo, toda comunidade italiana quis ser sócia de Ponzi nessa “mina de ouro”. O que eles não sabiam, era que Charles parou de arbitrar os selos quando viu que era mais fácil pagar o lucro de um investidor com a taxa de adesão de um terceiro investidor. Com isso, ele criou a primeira pirâmide financeira, ou Esquema de Ponzi, como também são conhecidas. Obviamente, foi descoberto anos depois e deportado para Itália. Mas como todo bom malandro, adivinha onde Ponzi passou seus últimos dias de vida. Sim, no Brasil. O esquema de Ponzi original chegou a lhe render, na década de 1920, cerca de 20 milhões de dólares na época.

O Ponzi moderno foi Bernard Madoff, que foi condenado em 2009 a 150 anos de prisão e morreu em abril de 2021. Madoff tinha um “fundo de investimentos” e chegou a fraudar um valor de 65 bilhões de dólares. Ele era tão influente que foi membro da NASD, associação autorreguladora de ativos financeiros nos EUA e foi um dos idealizadores da NASDAQ, bolsa eletrônica de Nova York. Sua história está retratada no filme de Robert DeNiro, O mago das mentiras.

Você já deve ter ouvido falar de vários esquemas, de shakes dietéticos, produtos cosméticos e roupas. No Brasil, três pirâmides ficaram muito famosas. A Avestruz Master, a Engorda de gado nas fazendas reunidas Boi Gordo e a TelexFree. A Herbalife chegou a fechar um acordo de 200 milhões de dólares na justiça americana para não ser processada por esquema de pirâmide. A Monavie mudou de nome para Jeunesse, por conta de vários processos com acusação de pirâmide. Um de seus mais notáveis vendedores foi o influenciador Caio Carneiro.

Os “investidores” de uma pirâmide são atraídos pela promessa de ganho rápido e elevado, seja por um produto ou aplicação financeira. A propaganda se faz por boca a boca ou pela internet. Geralmente, é um amigo ou conhecido que já está na pirâmide que fala que é uma chance imperdível. Mas a mercadoria é só um chamariz, não é a sua venda que sustenta a pirâmide e sim a taxa de adesão de novos “investidores”, que visualizam o dinheiro que remunera quem já estava dentro. Daí vem o nome Pirâmide.

A principal característica das pirâmides, é que elas se tornam insustentáveis com o tempo. Isso porque a capacidade de captação de novos interessados atinge um limite, quando isso acontece, o pagamento aos associados começa a atrasar e cresce a desconfiança. Na hora de cobrar os responsáveis é comum a dificuldade no contato. Isso acontece porque a maioria dos investidores só conhece a pessoa que o atraiu para o esquema. Ganhar dinheiro com um negócio que já se sabe que não se sustenta: é crime!

Por isso, desconfie de uma proposta de ganhar dinheiro fácil. A chance de ser golpe é grande.

Bruno Royo – Assessor de Investimentos da Diagrama

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Imagem: Mack Advogados | Investidor Sardinha

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