#Cafénomia – O remédio amargo

Você já passou por algum problema que te obrigou a tomar algum remédio que não tinha um gosto agradável? Quanto pior é o problema de saúde e mais você demorou a cuidar, mais amargo parece ser o remédio; e mais complicado é o processo de recuperação. A economia também tem seus “problemas de saúde”. E, seus medicamentos também são mais amargos, conforme for mais duradouro e persistente os problemas enfrentados pela sociedade.

Um dos principais problemas que a economia mundial está sofrendo hoje é com a alta da inflação mundial. Das diversas formas de tentar reduzir a inflação, o aumento de juros é das mais usadas e segue a mesma lógica de qualquer remédio, quanto mais se demora para subir juros, mais terá que aumentar posteriormente.

A opção é aumentar os juros para controlar a inflação, gerada pela demanda de produtos. Com menos pessoas demandando produtos e serviços, seja porque ficaram mais caro adquirir eles de forma parcelada, seja porque está mais atrativo investir o recurso, é esperado que se tenha menos incentivos para aumentar os preços e a inflação reduza a velocidade.

Nisso, temos também a parte amarga do remédio. Como está se incentivando que se consuma menos produtos e serviços, é esperado também que tenha um incentivo a reduzir o crescimento econômico. Existem momentos em que o impacto no crescimento é tão drástico, que se pode fazer com que a economia diminua e entremos em uma recessão econômica.

O atual medo do mercado do quão amargo precisará ser o remédio para o problema atual.

Enquanto temos países como o Brasil, que subiu os juros aos poucos a vários meses, temos também países como os EUA que começaram a fazer aumentos a pouquíssimo tempo. Devido a experiência brasileira com a inflação, o nosso banco central agiu antes dos demais bancos mundiais e aumentou os juros aos poucos, sem a necessidade de aumentos exagerados. É esperado que, devido à falta de atividade prévia dos demais países, a alta tenha que ser mais elevada e, com isso, teremos maiores impactos no crescimento econômico.

O Brasil ainda foi além. Sabendo que também precisa aumentar a oferta de produtos para ajudar a controlar a inflação, estamos reduzindo impostos sobre produção e importação de produtos. Isso é uma ideia que está sendo estudada pelos EUA para reduzir importações vindas da China para estimular a oferta interna de produtos. Desta forma, conseguiremos, através tanto da demanda quanto da oferta, contornar o problema inflacionário de forma mais ágil e com remédios menos amargos.

Sua carteira está preparada para inflação alta ou para uma possível recessão global? Chame seu assessor de investimentos para saber como preparar seus investimentos para essas situações.

Marcello Corsi Janota de Carvalho – Economista e Operador da Mesa de Renda Variável

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Imagem: Getty Images/VOCÊ S/A

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